domingo, fevereiro 11, 2007

Somos todo um ser autista. Nem tanto...

Mas teremos de continuar a ser tratados como atrasados mentais?!! Como é possível que alguém, em alguma parte do mundo consiga manter numa televisão, um programa como o Fiel ou Infiel, já lá vai mais de um ano?!! É que, mesmo sendo mau, o programa é igual sempre. Sempre mesmo! Já vi! Já tentei perceber como é possível e não há volta a dar! Ou o José Eduardo Moniz recebeu ameaças de morte ou então a TVI encontrou naquele horário, o timing ideal para se penitenciar por passarem trinta vezes ao dia os Morangos com Açúcar.
Eu sei que chega a ser um pouco cliché criticar o programa, mas o que é certo é que é mau demais para ser verdade. A minha linha de pensamento começa a vaguear por terrenos como a censura... A TVI devia ser banida.

sábado, fevereiro 10, 2007

Fraquinho...


A estreia do Hora H foi muito fraquinha. Ainda restam quarenta e tal episódios, mas a estreia foi fraca...

Adaptation de Spike Jonze (2001)

Charlie Kaufman é um dos mais geniais e criativos argumentistas deste princípo de século. Escreveu o argumento de filmes como Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Confessions of a Dangerous Mind, Human Nature, Being John Malkovich e este Adaptation.

Ora, Eternal Sunshine of the Spotless Mind é um dos meus filmes preferidos e conta com um dos melhores argumentos de sempre mas este Adaptation acabou por me desiludir. Ou era o facto de eu estar com sono ou então o argumento tem uma narrativa demasiado difusa e até desinteressante. O filme "soa" mais como um exercício de escrita embrulhada em que Kaufman nos tenta confundir a personagem Charlie Kaufman com o argumentista Charlie Kaufman, e em que a escrita do guião do filme é o próprio filme. Por muitos considerado uma obra de genialidade, este "exercício" que é Adaptation acaba por aborrecer e perder o combate travado contra o sono que me assolou esta tarde de Sábado. Às vezes também sabe bem não gostar de tudo o que é culto.

The New World de Terrence Malick (2005)

Se garantias preciso para saber que um filme é bom, é ter os amigos à perna a dizer-me que o filme é uma valente seca. O facto é que, quando cheguei ao clube de vídeo, decidi que tinha obrigatoriamente de o ver com os meus próprios olhos.

O filme não é menos que um portento visual. Pegando na história Pocahontas imortalizada pela Disney, Malick cria uma experiência assombrosa, transcendental e sobretudo sensorial. Um pouco à semelhança do filme de Kim Ki-Duk referido num post abaixo, The New World é um filme para ser contemplado e tem por mérito próprio, o direito a ser considerado o "filme-peça de museu" do ano. E deixo-vos com um excerto da crítica do Pasmos Filtrados ao filme:

"Malick atinge o coração nas exactas proporções em que acerca o olho e a mente.
“The New World” representa o Cinema no seu estado mais puro, liberto das
correntes que sufocam os princípios da narrativa cinematográfica. O filme
desperta como uma mística alvorada e queixumes sobre o ritmo lento ou sobre a
ausência do background das personagens, é o mesmo que considerar um Por-do-Sol
aborrecido ou anti-climático. Todas as excelsas manifestações de Arte
representam um festim para os sentidos. Ou nos deixamos guiar pela fonte da
nossa essência, ou então ficamos à deriva numa localização inóspita que
abominamos. Este não é um filme para leituras versadas, nem almeja uma elite
intelectualizada. Esta Obra-Prima não requer gnose… requer sensibilidade. “The
New World” não demanda ser percebido… necessita de ser sentido."

O "Sim"

O Sim é bem capaz de ser a resposta menos óbvia, mas este vídeo do Dr. Júlio Machado de Vaz, médico que viu o seu programa de autor recentemente censurado pela Antena 1, é dos que melhor resume os argumentos que tornam o Sim na resposta mais sensata a tomar neste referendo.

Posso-me considerar um "inocente", acredito sempre que a esmagadora maioria dos eleitores vão votar...

terça-feira, fevereiro 06, 2007

"Back and Forth"

Mesmo nas temporadas mais deprimentes da nossa vida (as chamadas épocas de exames), há um factor ou outro que, ainda que efémero, nos elevam acima do nível espiritual que nesta época se traduz.

Factor I- Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom de Kim Ki-Duk
(ou "Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring" no inglês britânico)

Do cérebro e da paciência. No estado vegetal em que não raras vezes me encontro, o que poderia despertar mais atenção do que um filme tendo como descrição algo como "A young boy lives in a small floating temple on a beautiful lake, together with an elderly master who teaches him the ways of the Buddha"?

O filme é sublime, antes de mais. Dividido em cinco estações correspondentes a cinco diferentes estádios da vida do jovem monge, o filme assalta-nos pela falta de diálogos (que aqui são quase desnecessários) e ganha-nos pela força com que nos transporta através do envolvente cenário onde se desenrola a história. Um habitáculo que flutua no meio do lago, um barco e uma prisão de montanhas são o suficiente para ver um dos mais duros golpes de beleza cinematográfica que vi nos últimos anos. Por agora, Time, o mais recente filme de Ki-Duk, vai estar presente na edição 2007 do Fantasporto.

Factor II- "Me and You and Everyone we Know" de Miranda July

Recomendaram-me há já algum tempo este You and Me and Everyone We Know e desde logo, pela forma como o nome soa, me pareceu ser um daqueles filmes semi-indie na onde de um Little Miss Sunshine. E acontece que acaba por ser, em certa medida, um fenómeno semelhante. Um argumento que por vezes chega a ser mesmo genial e um conjunto de personagens quotidianas que chegam a ser bizarras (a fazer lembrar um pouco de American Beauty de Sam Mendes), fazem dele um filme simples e tocante.

A história circula à volta de duas personagens: Richard, um pai de dois filhos que se divorcia e trabalha como empregado numa sapataria e Christine, uma 'taxista para idosos' que também é artista contemporânea e que constantemente nos 'grita' o nome Gondry. Uma melodrama disfarçado de comédia que não é menos do que um pequeno grande filme.

)) <> (( Há momentos riquíssimos neste argumento que são do melhor que já vi em comédia, como os pequenos chats online dos filhos de Richard, que me fazem pensar que Miranda July pode vir a tornar-se um sério fenómeno de culto, tendo em conta que é a sua primeira realização e o seu primeiro argumento. Se houvesse Óscar para Jovens Promessa, esse estaria entregue.

P.S- E no entanto, avidamente à procura de ver: "Science of Sleep", "Primer" e "Little Children".

sábado, fevereiro 03, 2007

Extras- Season 2

E como sou uma pessoa extremamente prática, podem ver através deste nosso post, todos os 6 episódios da segunda série de Extras (Que por acaso estão um mimo, acho eu). Cliquem Aqui



E para quem não conhece, fica aqui este fabuloso site que colmata ou não, os sonhos mais húmidos de cada um. Tudo o que é série interessante está aqui, com maior ou menor qualidade. TV Links

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Nossa Senhora, Mãe do Céu


Este é, inequivocamente, um blog CONTRA o aborto e pelo SIM no referendo.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Nunca vou perceber...

"De todas as espécies, a humana é a mais detestável. Pois o Homem é o único ser que inflige dor por desporto, sabendo que está a causar dor."
Mark Twain

Nunca percebi...