domingo, junho 12, 2005

Diga-se que...


Se eu fosse primeiro-ministro institucionalizava a bebida oficial do povo. Entregar aos portugueses, aquilo que é dos portugueses.
Jeropiga, a mais bela forma de expressão nacional, o auge de 1200 anos de cultura.

Respirar umas belas dumas uvas...

Bem perto do "onde eu passo todos os dias", há algo que me faz pensar (também todos os dias): "HEI DE ESCREVER SOBRE ISTO".
Não sei como nem porquê, mas fascinam-me a própria existência de certas vulgaridades que para mim transpiram genialidade. Não sei como nem porquê "novamente".

Esse alguma coisa a que me refiro é, sem dúvida (sem dúvida para mim):

CASA ADÃO VINHOS E PETISCOS

Isto existe. Isto é Genial. Não tendo eu noção dos metros quadrados daquilo, digo que deve ter aí uns 30m2... Um balcão, dois quadros do Boavista Futebol Clube, diversos cachecóis, galhardetes e édecéteras.
Há um quadro com o desfile de produtos como tremoços, cerveja e sub-géneros, vinho e derivados, marisco da casa e uma televisão para ver a bola. O belo do povo português no auge da sua própria existência. E eu com a mania de ver nos outros o povo.
Na realidade, ninguém é povo.

Bem, não era nada isto.... Basicamente aquilo tem um monte de gajos com, personagens, que transpiram carisma, personalidade. Desde um que me obrigou a desviar a minha trajectória no passeio e despertou em mim uma vontade inexplicável para analisar o espumante que emanava da cavidade bucal. (amarelo torrado) Outro há que colou o rádio ao ouvido, outro anda com uma máquina de engraxar sapatos atrás. Sonho em fazer uma banda desenhada com isto. Devaneios...

Enfim, mas que interessa isto??!?!?!?
Nada!
nada mesmo, malas de camurça, havaianas amarelas, padeiros em brutais diálogos pela noite dentro enquanto me levanto para ir à casa de banho ou buscar um iogurte líquido de Morango....

Vinho, uvas, cheiros aromáticos, bichiches, descobrir o chique tom apaladado da baunilha no vinho... Dizer palavras como palettes, necessáire... Ouvir foguetes.

A vida é degradante. Para momentos degradantes, exige-se um post degradante que destrua todo e qualquer (expressão cliché da minha parte, desculpem) credibilidade da minha/nossa parte.

Reporto que acabo de perder o controlo de mim mesmo.

Morte cerebral.

Protease actuante ao nível do encéfalo....Fim.







Fim...Worten. Ok, não teve piada.

Desculpem

terça-feira, junho 07, 2005

Brasa pt.3 (última parte)

"Senhores fogos stop é favor não perturbarem a ordem florestal até 1 de julho stop pois fui informado stop que os meios aéreos para vos combaterem só estarão disponíveis nessa altura stop lamento que tenham avançado já com uma concorrência desleal stop não é digno de senhores como vós proceder desta forma stop contudo estou certo que ireis reconsiderar e assim chamuscar-nos o país e o rabinho só lá para julho/agosto stop despeço-me triste mas com esperança stop sempre vosso stop pinheiro nº3 da serra da arrábida stop".

Brasa pt.2

Vi hoje um São Bernardo desintegrar-se durante a sua terceira tentativa de morder a cauda...

Brasa pt.1

Hoje caminhava alegremente na rua quando deixei, inadvertidamente, um papel cair ao chão. De seguida deflagrou um incêndio em Odemira...

domingo, maio 29, 2005

Farturas Otário


Senhores, Luis Marante vem à cidade.

(não, não arranjei nenhuma foto do Marante)

sábado, maio 14, 2005

Há quem diga que isto é mentira, mas não...


Boa tarde! Não, aquilo não era o fim...

Voltado da minha experiência zen, não tão bem sucedida quanto o desejado (ler o post Recoberto e recolhido), eis que o Governador de Portugal se me dirige com as seguintes palavras e passo a citar: "Portugal enfrenta uma crise orçamental grave."
De imediato paro para pensar no que raio havemos de fazer, onde raio iremos poupar alguns milhões de euros...

Algo de semelhante a Eureka me surgiu. Como que uma ligação a uma experiência passada assaltou novamente as paredes da minha sala de espera mental. Sim, aquele cavaleiro era a minha maçã de Newton.

Cavaleiro pode não vos dizer nada, mas se vocês comessem 32 vezes por dia Chocapic, aí sim, a luz far-se-ia mesmo à vossa frente (sim, far-se-ia não existia). Além de ter de levar com o Pico todos os dias, e além de ainda não ter descoberto a razão do chocolate reagir com o trigo e formar o Chocapic, vejo-me no sacrifício de ter de decidir o destino dum verdadeiro exército de cavaleiros- OS FABULOSOS BRINDES DE CEREAIS.
Aí é que está a resposta, senão pensem um pouco, quantos milhões de euros não serão gastos naquela porra (Aqui, é evidente que evitei a todo o custo dizer um pecado). Haverá alguém que guarde aquilo?! Haverá melhor utilidade para eles que não o prazer de deitar alguma coisa fora com convicção?!

Convido todos os fabricantes de cereais, que devem ser todos dessa zona de Linda-a-Velha (porque sempre que havia concursos ou passatempos, a morada era sempre pa Linda-a-Velha). Isto de Linda-a-Velha leva a outra questão não menos importante: Linda-a-Velha existe?! Ou será que não passa de uma cidade fantasma onde estão armazenadas as 300.000 cartas de crianças com esperança de ganhar uma bicicleta ou uma simples bolsa... É que o único lugar onde esta palavra aparece escrita é mesmo nas caixas de cereais!
Em relação a esse assunto, penso que seja uma falsa questão. Eu posso, em primeira mão, confirmar que ela existe porque....SIM! Eu já ganhei duas bicicletas, sendo que uma era cor-de-rosa (a minha bicicleta de sempre!) e outra era demasiado má para ser verdade (pelo simples facto de ser pequena demais para os meus 2,15m).

Eu sugeria que deixassem de oferecer essas belas oferendas, gostaria, aliás que deixassem de fazer de parvo, qualquer míudo com menos de dois palmos de testa e passassem a imprimir em cada embalagem a seguinte inscrição:"Deixamos de fazer aquela merda, para passar a salvar o país, obrigado".
Outra coisa importante a reflectir, é se aquela frase do Pico é mesmo necessária: " Posso ser vosso amigo?". (no momento em que vos escrevo, acaba de me sair outro cavaleiro negro nos cereais. Ainda não o deitei fora.)

Pronto, já está.

É que, como disse um vinicultor que me é próximo: mais tarde ou mais cedo, havemos de nos magoar num qualquer brinde de cereal algures esquecido. E haverá coisinha mais irritante do que aqueles mais que ínfimos cortes, que doem tão pouco que até metem nojo? Sim, há. Mas agora não me estou a lembrar.

Agora o ponto alto do novo código da estrada: "Por cada seis cabeças de gado cavalar, muar, bovino ou asinino, só é obrigatório haver um condutor".
E prontos, era isto.

Momento zen- "(...)chocolate reagir com o trigo e formar Chocapic(...)"

P.S.- Façam um favor, matem o Pico.

quinta-feira, maio 12, 2005

Ética/Misericórdia/Tristeza/Desespero/Depressão/Desespero/Suicídio em massa/Cataclismo/Armagedão/Colapso Universal/Big Crunch/Isabel Figueira/Fim/

O desespero e a personalidade maníaco-psicótico-depressiva têm feito com que este espaço de dissertação e teorização ideossincrática sobre o profundo "nada" esteja um pouco parado. Abandalhado até. Isto é nada mais nada menos que um tentativa de reanimação... Não vai resultar porque o momento é de desespero, como já disse, e de frustadas tentativas de suicídio colectivo depois de um belo par de horas de uma cadeirinha chamada bioestatística. Não vou falar disso. Isso não é nada. Nada é algo muito mais simples, elaborado e redundantemente complexo. Hoje vou falar exactamente disso. Daquilo que vos passa pelos neurónios durante grande parte das vossas vidas. Aquilo que permitiu ao ser humano ambicionar o "tudo". Vou falar, sem apelo nem agrado, sem qualquer tipo de indulgência, sem qualquer espécie de complexos sobre o "nada". Ora bem "nada" é ...praticamente tudo! "Nada" é estar de olhos fechados a vida toda sem perceber que o tudo não é assim tão importante! "Nada" é tentar ser sempre pior que os outros pensando que se está a ser melhor! "Nada" é ficar completamente babado pela Isabelinha Figueira quando toda a gente sabe que é o interior dela que nos atrai! (ok... esta não conta...). "Nada" é atingir o cume dos cumes dos cumes do mundo quando para fazer alguma coisa de jeito bastava subir a serra do Pilar! "Nada" é ser o mais inteligente, mas burro, esperto, mas otário, cromo, mas cromo possíveis! "Nada é perder exactamente três minutos e trinta e três segundos a ler teorizações sobre "nada"! Foda-se! Mas está tudo maluco?? (já não há porno na net?). O FIM...

sábado, abril 23, 2005

Recoberto e recolhido


Encontro-me de momento, recolhido algures num local que se assemelha a um mosteiro budista, versão zen. Mentalmente estou sentado numa grande escadaria que dá para a cave, com uma máquina de escrever semi-moderna, sobre o meu regaço. Penso em versos, falo em prosa, mas escrevo em norueguês. O que aqui se segue, não é mais do que uma versão musical traduzida para o português descomplexado por duas sandes de queijo e quatro horas de Wrestlemania XXI (que volto a afirmar, é a minha telenovela preferida).
O assunto que me leva, desta vez, a roubar cerca de trinta preciosos minutos ao meu serão pré-Queima das Fitas, remonta há já um par de semanas. Aliás, não só remonta há umas semanas, como tem vindo a ser digerido interiormente ao nível do pensamento. Este assunto ora cresce, ora desincha, mas sem nunca deixar de provocar dinâmicas linhas de pensamento na minha cabeça. Procuro encontrar nas palavras, aquilo que não consigo largar de outra forma.

Experimentem fazer este exercício em casa. No meio de uma conversa refiram a palavra "Bongo", tal como fiz naquele dia. Quais cães de Pavlov, todo e qualquer indivíduo começa (instantaneamente!) a entoar as seguintes palavras:
"Um Bongo, um Bongo, o bom sabor da selva. Em cada pacotinho, uma festa de oito frutos. Ananás, alperce e manga. Laranja, maçã, goiaba. Banana, maracujá, imagina o que isto dá."
Mas é que é sempre! Esteja onde estiver, com quem estiver, sempre que se diz a palavra Bongo, a canção ecoa por todas as cavidades cranianas num raio de 30metros.
Sei que ninguém o diz da boca p'ra fora, mas há sempre um indivíduo (pelo menos um, tem de haver um!) que exterioriza esse sentimento, e a canta orgulhosamente sem preconceitos(normalmente este jovem está de bem com a vida).

Para casa, quero-vos pedir que digam "Bongo" num local público. Vá, sejam parvos. Digam-no num banco, numa repartição das finanças, numa aula da faculdade, mas digam! É importante! É talvez a maior lavagem cerebral de todos os tempos!

Momento zen- "(...) Banana, maracujá. (...)"

Seja quem for que você seja (leitor), aposto que já entoou mentalmente mais de uma vez esta canção enquanto lia este post. Só por isso já valeu a pena, não?!

quinta-feira, abril 21, 2005

The things go by

Hoje apetece-me escrever algo profundo. Estou farto de coisas superficiais que ninguém quer ler. É verdade que isto é um blog, um espaço de brainstorming digital que procede ao culto do Nada, mas é também verdade que as profundezas de um qualquer assunto sobremaneira importante podem roçar os limites do Nada. Ora bem algo me vem atormentando desde há algum tempo, nada mais nada menos, que a publicidade nas paragens de autocarro. Isto, realmente não é assunto novo, até tem feito correr alguma tinta nos mais importantes tablóides interplanetários. Contudo com a minha experiência de Bus Passenger posso dar uma diferente perspectiva. Então é assim:
1º-> Desenganem-se os senhores donos de uma empresa de lingerie quando esperam aumentar as vendas com fotos da Isabel Figueira em lingerie nas paragens! O que acontece é o seguinte: os homens como é evidente estão literalmente a cagar para a marca daquilo e estão, quanto muito, a tentar perceber a real transparência dos tecidos de nariz pregado no vidro protector com um fio de baba a escorrer pelo mesmo abaixo; as senhoras olham para as fotos e pensam: "Hum!! Sim, sim! Com tanta maquilhagem até eu! Pfff!! Tem celulite! Gorda! Deve é ser uma puta e anda com todos!! Galdéria!" e não olham para a marca porque estão demasiadamente preocupadas em tentar não darem a perceber que estão de facto roídas de inveja... Assim, senhores da Triumph, esqueçam...
2º Não adianta porem mais publicidade nas paragens porque agora é que já ninguém liga nenhuma aos anúncios do Jumbo. Depois de vermos a Isabel semi-nua é difícil olhar para um detergente e pensar em compra-lo.
Conclusão: Acabou a publicidade nas paragens pelo menos até porem outra senhora, agora nua, nas vitrines (embora isso não traga benefícios para as empresas).
--- Crónica de grande importância para as PME´s porque lhes abre novas perspectivas de mercado economicamente rentáveis.---