sábado, setembro 30, 2006

Extras!!

De forma inacreditável, e para espanto meu, acaba de sair isto em Portugal. Pelo menos para já, apenas disponível nas lojas FNAC. Escuso de dizer que tive de abdicar de grande parte da minha alimentação semanal para adquirir este fabuloso produto que contém em si, os seis episódios da primeira série e mais uma data de extras.

Se dúvidas houvessem em relação à capacidade da dupla Gervais/Merchant em voltar a atingir o patamar qualitativo de The Office, elas dissipam-se nos primeiros cinco minutos da série. Extras pulveriza qualquer céptico e prova que a onda de euforia em torno de Ricky Gervais não é apenas uma mera efemeridade e que estamos perante um senhor da comédia mundial ao nível do que já foi um Jerry Seinfeld no seu tempo. Um visionário, um líder e não um seguidor...

Se por um lado, a personagem de Ricky Gervais, Andy Milman (Extras), não é tão carismática como a de David Brent (The Office), por outro temos situações e diálogos capazes de ficarem na história, como já haviam existido no anterior trabalho do autor. Andy é um ambicioso figurante que faz de tudo para arranjar umas 'linhas' num qualquer filme, enfrentando situações embaraçosas com a sua companheira e amiga, Maggie. O sentido e "mão" de Gervais está obviamente na humilhação da personagem, e nos silêncios e momentos constrangedores que se vivem constantemente.

Sendo que The Office passou tanto na RTP2 como na SIC Radical, sem o fulgor ou a visibilidade que obteve lá fora, o mesmo não pode acontecer com Extras (se é que alguma vez cá vai passar), sob pena de entrarmos oficialmente na categoria de "Povo autista". Quanto tempo mais precisamos para abrir os olhos, quando todo o mundo já o fez?!...
Senhores e senhoras, meet Ricky Gervais if you please...

Sinalização temporária

Como se sabe, tenho vindo a ser proibido, de forma vil, a aceder à Internet a partir de casa. O último post minimamente decente já data velhinho, e muito mundo foi entretanto absorvido ainda que não expurgado.
Assim, tal como à maré cheia sucede a baixa, também espero que a escassez de posts dê lugar à compulsão de escrita, crítica inveterada e extrospecção desalmada. Conto aparecer brutalmente. Obrigado.

Fiquem com uma bela imagem:

quarta-feira, setembro 20, 2006

Turtura? naaa....

terça-feira, setembro 19, 2006

Profundamente entristecido

Como besta que sou, lá fui de férias e nunca mais "cá" pus os pés. Agora que cá estou, Internet nem vê-la. Danos irreversíveis na motherboard e acesso banido na Felga mãe, fazem com que esteja praticamente sem poder escrever no Pasta's. Peço desculpa!
(e digam lá que esta imagem não tem um look muito Pitagora Suichi!)

terça-feira, setembro 12, 2006

Nem por acaso...

A dúvida é a linha mestra do conhecimento! 11 de Setembro com as devidas FAQ aqui.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Vive la fête

Ergo-me pederasta apupado de imbecis,
divinizo-Me Meretriz, ex-libris do Pecado,
e odeio tudo o que não Me é por Me rirem o Eu!
Satanizo-me Tara na Vara de Moisés!
O castigo das serpentes é-me riso nos dentes,
Inferno a arder o Meu cantar! (...)
Tu, que te dizes Homem! (...)
Vai vivendo a bestialidade na Noite dos meus olhos,
vai inchando a tua ambição-toiro
'té que a barriga te rebente rã. (...)
Hei-de, entretanto, gastar a garganta
a insultar-te, ó besta! (...)
Tu chegas sempre primeiro...
Eu volto sempre amanhã...
Agora vou esperar que morras. (...)
E vós também, nojentos da Polític
que explorais eleitos o patriotismo!
Maquereaux da Pátria que vos pariu ingénuos
e vos amortalha infames!
E vós também, pindéricos jornalistas
que fazeis cócegas e outras coisas
à opinião pública! (...)
Ah! Que eu sinto claramente que nasci
de uma praga de ciúmes.
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo
e a alma dos Bórgias a penar!

«A Cena do Ódio», excerto - Almada Negreiros

(Era tão verdade no início do século xx como é hoje...)
(Isto já parece o blog do pacheco pereira!)
(Mas em bom!)

quinta-feira, agosto 03, 2006

O chamado "Sr.Cunha"

Todos os dias surgem novas e interessantes estórias sobre Nossa Senhora: leiam!

domingo, julho 30, 2006

Os portugueses têm a fama de serem preguiçosos. Pasme-se quem for optimista mas a verdade é que são mesmo! Somos todos! Não é aquela preguiça que nós, por preguiça, achamos ser o "não querer fazer nada". Não. O que somos é um amontoado mal amanhado de dez milhões de preguiçosos intelectuais para os quais a novidade, a inovação, o pensar sobre algo (e não apenas algo) e a descoberta são coisas absolutamente abomináveis. Dez milhões de portugueses ou dez milhões de torradeiras é exactamente a mesma coisa: ambos trabalham e até são úteis mas não passam de instrumentos sem autonomia própria e às vezes até queimam as torradas! Rochedos, penedos, seixos, etecétera. Pensar não consome as economias, nem sequer é necessário pedinchar a um qualquer recheado banco um empréstimo vitalício, talvez por isso mesmo, pensar não é um hábito dos portugueses.
RTP1, sábado à noite, estação pública de televisão, A Canção da Minha Vida. O conceito de programa mais seco, sugado até ao tutano e esgotado há biliões de anos. Pior, é o tipo de programação que chama, muito directamente, calhaus aos telespectadores portugueses. É o expoente máximo do insulto de massas. É a completa falta de originalidade, de inovação, de qualidade musical, de rejuvenescimento e de inteligência dos portugueses espelhado num só programa de televisão. É tratar-nos como uns "operários coitados que ao sábado à noite não têm dinheiro para os cocktails jet set, não sabem ler um livro e não gostam de um bom filme" e tratando-nos assim, assim ficamos porque há uma repudiavél preguiça de crítica, porque criticar implica associar raciocínios, porque raciocinar implica pensar e, como sabemos, pensar dá trabalho, é bem melhor levar no focinho com tudo aquilo que nos impingem, seja A Canção da Minha Vida, O Fiel Ou Infiel, Os Batanetes, O Marcelo Rebelo de Sousa, Os Morangos, A Floribela, As 2954 telenovelas, Os telejornais de 2 horas, As Touradas (ou corridas à portuguesa a.k.a. cruel linchamento de animais para diversão primária dos Homens), Os filmes do Steven Seagal, do Van Damme, as repetições das 2954 telenovelas ou As pistas da Blue.
A televisão não é assim tão importante, é verdade, mas nós somos exactamente a merda, não, a fotocópia, não, a fotocópia mal tirada da merda que todos os dias passa na televisão, até porque ver televisão em portugal não dá trabalho nenhum.
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Até parece que estou chateado com isto tudo mas não. Na verdade estou-me nas tintas! Quero lá saber!

Nojo israelita

Desde o início do conflito israelo-libanês (diria antes israelo-hezbollaico) que tenho vindo a ganhar vontade de escrever sobre o assunto. Ao contrário do que possa parecer, este não é o meu primeiro post sobre a matéria, há meses escrevi este. Profético, apocalíptico ou apenas coincidência, agora, mais que nunca, esse escrito parece-me fazer sentido.

Deixando de lado a parte palestiniana da questão, Israel, como é óbvio, não podia nem devia dormir perante o conhecimento de que o Hezbollah tinha rockets disponíveis a serem despejados nas suas cidades mais fronteiriças, a qualquer momento. Não podia! Seria de um laxismo extremo e irresponsável.
Era também do conhecimento comum que, por muito que os mais recentes Governos libaneses se tenham tentado libertar do controlo sírio, o país enquanto nação independente vive no limiar da insegurança e do medo. Senão atente-se no assassinato do então presidente libanês, Rafik Hariri, em Fevereiro passado (os políticos pró-demoracia ou morrem em atentados ou têm já um vasto currículo deles). A Síria sempre viu o Líbano como um estado adjacente, e sempre teve interesse em o controlar, a nível de influência política e militar. Com o assassínio, a indignação da juventude libanesa foi de tal forma, que os militares sírios acabaram mesmo por abandonar o Líbano de forma humilhante. Ora, com os militares sírios fora do Líbano e com a crescente vontade de "independência" do povo libanês, vai daí... A "representação" Síria é agora feita pelo Hezbollah que sempre se opôs à democracia e ao "ocidentalismo" que Hariri trouxera ao país. Os líderes radicais muçulmanos são ainda endeusados por muitos, e o ódio anti-americano confunde-se agora com o anti-ocidentalismo, a chamada liberdade e democracia. No Líbano, a Síria é agora este grupo terrorista.

"Até aqui tudo bem", não fosse a devastadora resposta de Israel a estas provocações e a insensibilidade com que o fazem. Justificar a morte de um terrorista ou a protecção do seu território, com o assassínio de dezenas, centenas de crianças e a destruição de cidades, de vidas, é combater terrorismo com genocídio.
Israel, tal como os EUA sempre sentiram este dever de protecção dos seus a todo o custo. Sentimento de sobrevivência, do "matar ou morrer". O sentimento de que "as suas" crianças, são diferentes das "outras crianças"; os "seus civis inocentes" são mais valiosos do que os "libaneses inocentes". É literalmente fazer aos outros, aquilo que exigimos que não nos façam a nós.
O que mais me revolta neste assunto, é ver um povo que tenta a todo o custo largar o estigma da guerra (libaneses) e vêem as suas famílias e as suas vidas autenticamente destruídas pelo facto de um grupo terrorista que nada tem a ver com eles, estar neste momento a desafiar Israel. As imagens que se vêem na televisão são as de bairros autenticamente arruinados, o centro de Beirute completamente alvo de ataques indiscriminados. Mata-se toda a gente para que não haja possibilidade de sobreviver nenhum " bandido". (o mesmo tem sido feito aos Palestinianos ao longo destes anos)

O meu mais recente choque deu-se quando na Conferência de Roma se pretendia ratificar um documento a condenar o bombardeamento de instalações referenciadas na ONU, com a morte de 4 observadores das Nações Unidas no território. A proposta foi aprovada por todos os membros, os EUA vetaram por a considerarem precipitada. A proposta deveria ser votada tendo em conta os resultados de um relatório que investigasse o caso. Para os americanos, o relatório seria elaborado por Israel. Vergonha...
Pior veio quando o governo israelita veio a público dizer considerar a cimeira em Roma, como um apoio às ofensivas militares israelitas no sul do Líbano. Consequência? Foram recrutados mais 15.000 militares da reserva do exército israelita.

Não sei o que dizer. Enoja-me a inimputabilidade. Enoja-me tudo o que têm feito, porque ao longo dos anos têm cometido erros de tal forma, que alimentaram a situação até chegar a este ponto. Isto, tal como já tinham feito no Afeganistão. Os EUA criam os seus próprios monstros e quem paga não são os EUA, é o Ocidente, e é o mundo.
(resta dizer que os israelitas rejeitaram, nestes dias, um cessar fogo de alguns dias para abrir corredores para retirar os feridos e fazer chegar ajuda humanitária aos locais atingidos. Dizem que isso permitiria ao Hezbollah a reorganização e o uso de civis como escudo humano. Eu pergunto: é mais importante uma possível reorganização do Hezbollah ou salvar vidas, salvar inocentes?)

sábado, julho 29, 2006

Produto adquirido

Ora nem, mais... Por entre citações e casuais referências ao grande Eternal Sunshine of the Spotless Mind nos últimos posts, eis que um saltinho à FNAC mo coloca diante da vista, qual salada de frutas. E como, há sensivelmente dois meses que, o filme que mais anseio ver se chama Magnolia, o facto de este vir Empackotado com o dito Eternal Sunshine não me deixou alternativa que não a da compra.
Como tal, por 14,99€:

-Magnolia (de Paul Thomas Anderson)


-Eternal Sunshine of the Spotless Mind (ou O Despertar da Mente, de Michael Gondry)

(havia ainda um pack com o grande Traffic, mas dado que este vinha acoplado por um filme do Steven Seagal, achei por bem abdicar)